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I need to say hey

Tarde de domingo. O som da portaria range minusciosamente, as rajadas de trovão fazem-me olhar para o Sol que esforça-se para nos cumprimentar. O céu acinzentado dá espaço a uma imagem sem o azul propício do céu.
E a vontade está aqui. A vontade de ter alguém por perto ou por longe, que possa conversar comigo ou compartilhar um pouco de atenção em um gesto de altruísmo honesto.

Alimentos satisfazem-me fisicamente. Objetos são manuseados por mim na tentativa de suprir meu desejo de ter um corpo físico no qual possa me atracar ou simplesmente sentir.

A TV mantém-se desligada em um comando propriamente dito meu. Enquanto outros procuram ligá-la, quero mantê-la calada. Gostaria eu de ter alguém para discutir sobre isso agora, alguém que quisesse mantê-la ligada.

Nestes momentos de quietude sobressaltam-se paisagens emocionais condizentes à diversas experiências que me foram dirigidas pelo tempo.
Tempo... No seu desenrolar a saudade se esconde. Em seus braços oculta a falta.
A emoção tenta me fazer dar espaço ao choro, deixar que ele possa se expressar. O lado ''forte'' diz não e mantém-me aqui, contando sobre o desejo. O desejo de ter alguém.

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